Levantamento do pesquisador Daniel Duque, do Ibre-FGV, mostra que jovens de 18 a 29 anos nas profissões mais expostas à inteligência artificial têm 4,8% menos chance de estar trabalhando e ganham 7% menos do que ganhariam antes da popularização da tecnologia.
O estudo cruzou dados da PNAD Contínua entre o fim de 2022 e o segundo trimestre de 2025 e não encontrou mudanças significativas para trabalhadores de 30 a 59 anos. Pesquisa preliminar da USP aponta queda de 4,7% nos salários de jovens de 16 a 21 anos nas ocupações mais expostas.
Trabalho de Stanford e do King's College London com empresas de 41 países mostrou que as vagas cresceram 6,7% no alto da hierarquia e caíram 3% entre os juniores após a adoção da IA. No Brasil, a informalidade de 37% ajuda a explicar o impacto maior sobre salários do que sobre o total de ocupados.



