A primeira etapa de processos seletivos no Brasil passou a ser feita, cada vez mais, por inteligência artificial. Chatbots de triagem e entrevistas em vídeo analisadas por algoritmo já filtram candidatos antes de qualquer contato humano, segundo especialistas.
O formato mais comum hoje é a entrevista assíncrona: o candidato grava respostas em vídeo para perguntas pré-definidas, e a IA transcreve, organiza e pontua o material conforme critérios definidos pelo setor de recursos humanos. Chatbots também assumem checagens objetivas, como pretensão salarial e domínio de idioma.
A responsabilidade pela decisão, porém, permanece com a empresa. A Lei Geral de Proteção de Dados garante ao candidato o direito de pedir revisão de decisões automatizadas, e o Projeto de Lei 2.338/2023 classifica os sistemas de IA usados em recrutamento como de alto risco, no mesmo padrão adotado pela União Europeia.



