A Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou 67 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma usina de cana-de-açúcar de Cabo Frio, na Região dos Lagos. A operação começou na segunda-feira (28) e identificou jornadas de 12 a 15 horas diárias, alojamentos degradantes e contratos registrados em nome de intermediários sem capacidade financeira para atuar como empregadores.
Os trabalhadores vieram do Nordeste e de Minas Gerais e atuavam no corte manual da lavoura desde junho. Foram recrutados com promessa de alojamento na cidade e de pagamento superior a R$ 1 por tonelada cortada, mas receberam valores abaixo do combinado e com atraso.
Os 67 contratos foram rescindidos e as verbas rescisórias somaram cerca de R$ 335 mil. A usina custeou o retorno do grupo aos estados de origem, que passou a receber acompanhamento social e psicológico.



